Costume.

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“Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só…”

*Florbela Espanca

***

Aprender a ser só!
Não esperar das pessoas o que elas não podem/querem dar/ser…
Não se empenhar por sentimentos não supridos…
Não precisar de companhia mesmo quando se quer…
Não deixar que pessoas te enganem…
Não se importar, simplesmente.

Somos seres igualmente sozinhos, desde a hora em que nascemos até a hora derradeira. Nada humano muda essa verdade.
Enquanto só, não corro risco de sofrer em demasia… Sofro, mas um sofrimento ensaiado, esperado, comedido é muito mais suportável e de fácil convivência.
Arriscar é bom, mas dá trabalho demais e eu não tenho paciência e nem sou tolerante pra esperar o final dos 90 minutos, uma prorrogação e um final nos pênaltis e ainda PERDER!
Portanto, que eu não me importe mais, que não seja mais a que corre em busca…
Ademais, pensem o que quiserem sobre este post. Tudo que posso dizer sobre ele é que NÃO é um post ‘revoltado’. Antes, aprendi que a revolta em demasia é um ato alhures kamikaze.
Revoltar-se tem suas vantagens, mas tem um limite (que chega logo, aliás).
Revoltar-se, rebelar-se, indignar-se… Tudo isso demonstra nossa fragilidade e a importância que damos para determinados fatos/pessoas/situações que, no máximo, merecem a nossa inteira INDIFERENÇA.
E eu digo… Enquanto alguns pensam em você com raiva, revolta ou indignação, você retribui ouvindo ‘Brubeck’ com um vinho do porto delicioso e um sorriso discreto, na sua melhor poltrona com uma coletânea do ‘Pessoa’ te esperando na cabeceira da cama.
Portanto, concluo que aprender a ser só não é algo tão ruim quando temos um bom vinho do porto, uma boa música e leitura idem.

Um beijo de domingo lisérgico!

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One thought on “Costume.

  1. >De fato, todos nós passaremos por nossa vida em boa parte conosco mesmo. Os momentos derradeiros da nossa existência será solitária, mesmo em casos onde esperamos por ela, com pessoas amigas, familiares, na cabeceira da cama. É uma experiência solitária, tanto o nascer, como o morrer. Porém, isso não pode nos fazer com que tornemos misantropos, refugiados numa "caverna" ou "ilha", evitando qualquer experiência com outras pessoas. Ninguém se autoconhece dessa forma, e sim através do convívio com outros seres. Daí a máxima que ninguém é uma ilha. Devemos evitar o apego, seja com amizades, familiares, etc. Porém, devemos sim ter pessoas com os quais podemos vivenciar experiências que nos fazem crescer como seres humanos…

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