Enquanto isso…

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Viu-se a luz do quarto dela de longe… Quando se arrumava pra um encontro que considerava qualquer.
Dia de amigo, dia de rir, dia de se divertir, dia de não pensar em paranóias.
E ela se arrumou, usou o seu melhor perfume. Soltou um beijo pro espelho e pensou: “Virei lésbica, quero me beijar!”. E estava bem!
Estava tranquila, não queria esperar, não queria pensar. Era dia de se divertir apenas!
E foi… Pegou seu carro e foi.
Havia combinado de encontrar amigos no bar… Uma banda (nem tão boa) fazia a noite do bar que não prometia muito. E naquele lugar, com os amigos, sentou-se à mesa e se divertiu. Riu. Bebeu. Se divertiu.
Só uma coisa não saía da cabeça… Porque um dos seus vários amigos lhe dava sinais estranhos? Porque ele, simplesmente, não a olhava como amiga? Amiga, como eram todos os outros…
Mas ela queria se divertir! Sem pensar em paranóias…
Achou que estava enganada e quando já não tinha mais a tal idéia fixa na cabeça, retirada pela quantidade de álcool ingerida, sentiu uma mão quentinha tocar sua nuca como se a quisesse dominar com carinho.
Arrepiou-se e, num susto, olhou pro lado e perguntou: “Tudo bem?”
Ele disse que sim, mas que queria sair dalí, ACOMPANHADO.
Ela ofereceu uma carona de forma solícita e amigável, sem entender direito o que isso significava. Parte por estar bêbada, parte por, simplesmente, não acreditar.
Enfim, resolveram ir. Estranhamente se entreolharam e se imaginaram num beijo macio e sem saber que pensavam igual, seguiram.
Amigos, nem tão distantes… Atraídos e sem saber o que fazer.
Se divertir então ficou mais intenso… Os sorrisos apareciam na mutualidade dos olhares.
Enquanto isso, ela pensava: “Isso é paranóia!”
Não era!

[expectativa.bmp]

Eram, antes, demonstrações sutis de alguém que quis satisfazer um desejo… Assim, sem mais.
Sem intenção de mudar o tipo de relacionamento que compartilhavam, se olharam, sorriram e desviaram os olhares em instantes incrivelmente iguais. Se imaginaram num beijo macio e sem saber que pensavam igual, seguiram novamente.
Feito isto, arrumou-se novamente… Dessa vez, não mais para amigos, não mais para rir, não mais para se divertir.

“Cumplicidade é algo que não se encontra tão fácil. Mesmo quando parece estar facilmente perto.”

Beijos amigocúmpliceamantecomparsa*

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