Me leiam…

Lembra quando eu te pedi pra ser o *crítico oficial dos meus textos? As idéias eram boas, mas desconexas, desorganizadas… Acho que era isso! Lembra ainda que, em uma das nossas conversas, você falou que bastava me *provocar pra que eu explicasse minhas idéias? E que eu precisava “desenhar” os meus textos pra que as pessoas me entendessem?

Bom, meu crítico oficial preferido, eu lhe digo com pesar, que não posso fazer isso. Não sei como escrever pra quem quer passar o resto da vida tomando mingau porque tem preguiça de aprender a mastigar. O que eu busco é tão pouco que nem tange o terreno absurdo da compreensão. O que eu busco é dar margem, abrir espaço, formar uma clareira para as inúmeras interpretações de um escrito meu. Escrito este que fala sempre um pouco de mim. Claramente, podes notar que sou desconexa como cada um deles. Que sou ainda cheia de interpretações e que cada nuance minha tem uma enorme sutil diferença. Exatamente por isso preciso das leituras, interpretações, desconexões e, quem sabe, uma releitura, porque esta é a forma que encontrei de mostrar minha coragem. Coragem que me deixa com as pernas trêmulas de imaginar qual das minhas nuances você vê agora. Coragem que alimenta minha adrenalina e não me deixa mais voltar… Será que tem volta?

Mas não se engane, estimado crítico oficial, as minhas palavras são simplesmente uma forma de lhe dizer que sou demasiadamente agradecida por cada indagação, questionamento, crítica ou dúvida que você planta na minha cabeça. Sua forma de olhar para cada palavra minha me fez entender a diferença entre ser desorganizada e desconexa.

Me leiam, me interpretem, mas não tentem me descobrir porque eu mesma ainda não consegui…

“Ao meu *crítico oficial que me deixa ter medo e coragem, que me desafia e me faz ter longas noites insone pensando em como, onde, quando e porquê”

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One thought on “Me leiam…

  1. Tem textos que a gente lê e não precisa interpretar;
    tem aqueles que a gente lê e relê pra poder entender…
    E tem os textos, tais quais esse, que precisamos atenção total para compreender as entrelinhas e interpretar os códigos embutidos (por isso somente agora, após a sexta leitura, comecei a entendê-lo).
    Grande abraço Glória. E boa sorte na jornada pela descoberta do 5w1h*.

    (*google nele)

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