O dia em que conheci Brasília – Sobre boquetes e outros falicimos

Na Brasília virtual tem tudo que tem na Brasília real… Tem político fazendo farra com o nome alheio, tem o *farreado se vitimizando e se fazendo de coitado pra todo mundo. Tem até o que não tinha nada a ver com isso e usou do poder mágico das hashtags e foi logo barbarizando com os *boquetes dos outros políticos. Mas, político que é político NUNCA perde uma boa oportunidade de se promover nem que seja saltitando nos tweets alheios.

Brasília é uma cidade linda, totalmente planejada. Lugar onde todos parecem respeitar o delimitado (pouco) espaço que cabe ao alheio. Mas não se engane em achar que tais espaços conseguem segurar a fúria das chamas quando elas resolvem queimar.

O dia em que conheci Brasília era frio e eu estava em São Paulo, acreditando que havia perdido eventos de grande importância para a alta social midia ou social mimimídia ou chamem como quiserem… Mas o frio era, de certo, a única coisa que eu sentia. Quando me aparece Brasília, com seus políticos, com seus piadistas (respeitando o Tiririca) e ainda mais com as alpinistas alucinantes alucinadas a correr para encontrar seus políticos, afinal, elas “tão pagaaaando”. Como quem não quer nada, passei pela Brasília que interessa e percebi que, de algum lugar próximo, vinha um desagradável odor de merda, daquelas humanas mesmo…

Ocorreu que ao passar pela merda eu vi que era muita e que nem um caminhão pipa com muito pinho sol resolveria o caso. Piorando a situação de quem começou atirando a merda na rival, um influente político fez o esperado, dada a sua posição no mundo Brasílico… Pegou um punhado com as próprias mãos e jogou pro alto! Aí, meus amigos, acho que não preciso dizer que a merda respingou em quem por alí passava. Só posso dizer que a minha sorte é que eu assistia tudo de longe. Nem lamentei, confesso… Só dei muita risada na Brasília fria de São Paulo.

O que eu notei foi que esse político influente era um mesmo que antes morria de amores, pasmem, pelas duas *cidadãs que se atacavam jogando merda uma na outra e depois de tanta sujeira ele subiu no seu palanque majestoso e foi discursar… Falou da elite da cidade, da democratização da mesma e de como se divertia vendo seus cidadãos brincando de guerra de merda, além de se justificar pelo fato de ter jogado da mesma merda nos seus fiéis eleitores, chamando sua atitude de *ironia. Ah, não poderia jamais esquecer o momento infame em que citou a igualdade de todos mediante a ***lei. Lei? O.o

Ao final do discursos, todos sujos, inimigos ou nem tanto saíram de braços dados para uma alegre confraternização em qualquer bar de Brasília para discutir a repercussão do grande feito social mérdia, como grandes profissionais preocupados com o futuro do nosso país (ou da merda que ele se torna todo dia).


Mas, parodiando a ilustre cantora cearense (que nem eu) Kátia Freitas em um de seus muitos sucessos: “Quem vê o boquete, não sabe o que tem…”

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2 thoughts on “O dia em que conheci Brasília – Sobre boquetes e outros falicimos

  1. Sem nenhuma ressalva a fazer, senão que conseguistes “destrinchar” como estão sub-utilizando a social media…
    Fico tão triste quanto uma criança ao descobrir que o pai não era o herói que supunha ser…
    Não quero uma social media careta, mas gostaria que fosse menos social merdia e mais social media. É querer muito?
    Ah, outra coisa: Se pelos TT de um país soubermos o tipo de povo que nele habita, com certeza estamos em último no ranking… Triste, mas cadê campanha de doação de sangue, ou a campanha que a Carol tá fazendo no blog dela aparecerem nos TTS? Seria MUITO BOM os Estrategistas de hashtags “comprarem” uma idéia dessas. Mas acho que eles teriam vergonha, por ser muito “careta”…

    1. Se não fosse pelo planejamento que a cidade demonstra ter, ou ao menos fazem propaganda desse tal planejamento, sinceramente Brasília estaria em último lugar das listas de cidades no Brasil que eu visitaria…

      A população local não tem maior culpa, do que nós brasileiros em geral temos, mas deve ser uma tremenda infelicidade para a maioria que não é beneficiada, ter essa corja de seres, que como diz bem o jornalista e âncora Ricardo Boechat, não fazem parte da espécie humana, rs…

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