De onde vem a música?

Leitores, queridos… Hoje está frio aqui em SP e eu resolvi escrever sobre um assunto que eu adoro e que, exatamente por isso, é recorrente neste blog… MÚSICA!!!

Imagino que nem todos gostem das minhas opiniões sobre o assunto, mas vou deixá-las aqui mesmo assim.

Bom, a “inspiração” para esse post surgiu quando eu me vi questionada sobre música boa ou ruim, ou quando uma música pode ser considera boa ou ruim. Concluí recentemente que música não pode ser nunca qualificada dessa forma e pretendo discorrer sobre o motivo dessa minha conclusão aqui.

Recebi no meu perfil do Facebook um comentário incluindo um clipe do Sinatra que acabou por gerar um “quase” dilema sobre o assunto. Que Sinatra é maravilhoso, todos sabemos e concordamos (certo?), NÃO! Percebi que existem pessoas que não compartilham desse gosto, exatamente no desenrolar do tal dilema e me vi numa encruzilhada, pensando no que sempre defendi como sendo verdade. A minha verdade! Agora, vejam vocês… Eu, apaixonada pelo melhor Jazz e apreciadora das descobertas musicais, tendo que assumir que música existe para todos os gostos e que eu não sou absolutamente ninguém para julgar se o gosto de fulano é bom ou não ou ainda, se o meu gosto é melhor ou pior do que o de quem quer que seja.

Falemos aqui do funk, do axé, do pagode e de todos os outros estilos “universitários” que pipocaram no Brasil nos últimos tempos… Estilos tais que surgiram em regiões específicas onde seus nichos eram parte de um segmento peculiar da nossa sociedade. Tentando exemplificar isso, penso no funk, que, diferente do original, surgiu no Rio de Janeiro, mais precisamente nas comunidades mais carentes (as favelas), lugar onde a violência e a miséria eram lei. Agora, sem qualquer tipo de preconceito, eu coloco aqui a situação sócio-econômica daquelas pessoas sobre a mesa para que possamos entender quais eram as regras que valiam. Numa sociedade onde a moeda de valor é a droga, o produto do roubo ou do furto e, até a própria vida, sobre o que os talentos musicais cantariam, meus amigos? Sobre a Garota de Ipanema?

Ainda nessa linha, analisemos a “Swingueira” ou como eu costumo chamar, o Axé mesmo… Sim, porque pra mim é tudo do mesmo bolo. Bom, o Axé surgiu na Bahia, onde a cultura afro é deveras valorizada e as religiões oriundas de tal cultura foram responsáveis pelo surgimento do Axé. Com letras que faziam apologia aos ritos religiosos, o axé foi se transformando em febre nacional, até mudar seu foco para músicas que enalteciam o sexo explícito, assunto que interessava mais do que qualquer outra coisa. Numa sociedade onde o sexo explícito é visto como prioridade, sobre o que os talentos musicais cantariam, meus amigos? Sobre como É Doce Morrer no Mar?

Então, leitores ilustres, gostaria de discorrer mais sobre os tantos estilos musicais que foram inventados, plagiados, copiados… Enfim. O fato é que a música pode ser fruto de uma realidade, de uma cultura, de uma vivência como nesses casos. Sendo assim, a música não pode nem deve ser qualificada ou classificada como boa ou ruim. Que seja apenas música…

Agora eu lhes pergunto, poderia eu julgar alguém por não ter a oportunidade de apreciar Sinatra?

 

=*

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4 thoughts on “De onde vem a música?

  1. É, Glorinha… Você levantou uma questão interessante: A Cognição como fruto do convívio social.
    Acredito que o modo como reagimos e interagimos (não só no tocante à música, como a todo o resto) se dê não somente pelo convívio ou pelo nível socioeconômico; mas principalmente pela capacidade de filtrarmos as informações e criarmos nossas convicções…
    Antes que eu termine me alongando no tema “cognição como mola propulsora da construção de filtros de informações”, posso dizer que tais filtros são a resposta para os “outliers” (ações pessoais que apresentam um grande afastamento das restantes…).
    Mas finalizo meu comentário dizendo que concordo qdo dizes que a música não pode ser qualificada como boa ou ruim. Mas que pode ser qualificada como as que eu gosto e as que eu não gosto, podem… Que terminam sendo a mesma coisa, se bem pensarmos né?
    Gde beijo, Glorinha. Parabéns mais uma vez pelo excelente texto.

    1. Hahahaha…
      De jeito nenhum Carolzinha. Em outros tempos até que seria possível devido a minha falta de maturidade e intolerância.
      Agora eu prefiro me resignar e nem diria lamentar pelos outros, uma vez que me considero uma admiradora da boa música. Afinal, descobrir é sempre uma aventura interessante.
      Enfim, só queria registrar a minha postura!

      Bjos e muito obrigada pelo comentário viu?
      Você é sempre muito bem-vinda aqui!

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