O refinamento da análise sociográfica

world networking tags abstract vectorGraças à internet, hoje as conexões acontecem em dimensões cada vez mais globais. Cenário que apresenta um grande desafio para empreendedores, governos e profissionais de marketing: a urgente necessidade de compreender seu público. Agora, no mundo virtual, devemos falar em Sociografia – estudo e pesquisa do comportamento do internauta.

Todavia, por mais que as empresas e seus departamentos de marketing digital tentem influenciar os seus stakeholders, cada um deles tem perfil, motivações, hábitos e desejo próprios, o que torna a compreensão dessas diferentes nuances, uma parte crucial de qualquer estratégia. É também justamente onde muitos profissionais pecam, inclusive os de marketing digital.

Profissionais e agências do segmento estão com uma visão turva, apenas preocupados em identificar as tecnologias sociais utilizadas pelos consumidores, deixando de lado o seu comportamento online, que deveria ser o cerne de todas as estratégias de marketing de qualquer marca. Afinal, toda estratégia sólida na web social começa com pesquisa e aprendizado.

É impossível desenvolver uma análise coerente sem traçar, por exemplo, o perfil sociográfico do seu target.  Onde ele está? Quem ele influencia e por quem é influenciado? Como ele usa as tecnologias emergentes no ponto de vista da marca e do produto? As marcas e empresas se limitam aos aspectos puristas e quase empíricos de uma pesquisa, como aspectos geográficos (onde o cliente mora), demográficos (idade, gênero, etc.) e psicográficos. Tendo sempre como foco as necessidades que interessam à empresa.

Esse tipo de marketing já faz parte do passado, pois, em um mundo onde online e offline são cada vez mais indivisíveis, faz-se necessário estudar também o comportamento do internauta. Por isso, a Sociografia desponta como um fator de peso: Sem ela as estratégias correm o risco de ficar desconexas da realidade, estéreis e míopes.

piramide_engajamentoÉ preciso considerar que, nas redes sociais, este consumidor pode apresentar várias facetas, mostrando-se não apenas um fã da marca, mas, sim, um conselheiro. O conjunto destes perfis, que podem ser visualizados com um nível de abrangência dos internautas respectivamente menor de um para o outro, é a chamada pirâmide de engajamento.

Desconfie também de “especialistas” em Twitter, blogs e afins. Usar as ferramentas como suporte para embasar uma estratégia e um erro crasso, pois elas são apenas ferramentas e o consumidor quer ser surpreendido pelas boas ideias, o que a maioria das agências não oferece aos seus clientes, porque preferem injetar $$$ em publicidade a ter dinamismo e criatividade em suas estratégias.

Buscar relevância no que realmente fará diferença e que encantará seu público é a chave para implantar uma uma estratégia consistente e vencedora para marcas e empresas. E, nisto, a análise sociográfica é essencial, pois trata-se de escutar o consumidor de modo mais refinado. Parar de olhar para o próprio umbigo é o desafio dessa nova metodologia. Abra a janela pra ver o que existe lá fora e pare de olhar para o espelho.

Conteúdo adaptado do artigo de Gabriel Rossi para o Portal Cidade Marketing.

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