Eu indico!

>Leitores amigos,

Hoje o meu post vai ser uma indicação de um filme que vi hoje e achei bem interessante…

Ambientado em um futuro pós-apocalíptico, O Livro de Eli se passa em um lugar diferente da terra que conhecemos. Além da fotografia que deixa a incrível sensação de sequidão, morte, deserto. E apesar de não explicar exatamente o que aconteceu para que se desse tal ambiente, os detalhes deixam a nítida impressão de que uma guerra havia se passado. O mais interessante é que Eli carrega consigo um objeto (o livro) que tem um valor inestimável, frente aos últimos acontecimentos, já que depois de 30 anos uma outra geração já existia… Geração de analfabetos devido ao tempo ‘pós-guerra’. Sendo assim, o hábito da leitura era algo de extremo valor.
Eli se transformou em um andarílio durante ’30 invernos’ dizendo que tinha uma missão, um destino.
Claro que o filme tem seus momentos de ação, de suspense e afins… Então Eli encontra um povoado no melhor estilo ‘velho oeste’ e chega chegando no lugar. Conhece Carnegie e detecta nele um de seus obstáculos para o cumprimento de sua missão.
Logo que ele percebe a complicação, dá um jeito de fugir de lá e então começa a reta final de sua saga que dura os longos 30 invernos.
O final do filme, eu não vou contar, mas queria guardar aqui o que aprendi com o filme.
‘Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.’
Então meus amigos, entendi que devemos guardar em nosso coração tudo aquilo que é bom, puro e correto!

*Deixando claro que este blog não tem cunho religioso de nenhuma ordem.

Bjinhos cinéfilos
=*

Anúncios

Recomendo.

>

Meus queridos amigos e leitores, resolvi assistir o tão comentado documentário do nosso Airton Senna.

Depois do filme, depois da emoção, resolvi procurar comentários a respeito aqui mesmo e encontrei um texto que me emocionou quase da mesma forma que o filme.
Então, queria compartilhar com vocês e espero que gostem!

Ao autor (ou autores) do comentário do filme, minhas mais sinceras congratulações!

Fonte: http://lematinee.wordpress.com/2010/11/14/senna-2010/

Senna (2010)

“Não sei dirigir de outra maneira que não seja arriscada. Quando tiver que ultrapassar, vou ultrapassar mesmo. Cada piloto tem um limite. O meu é um pouco acima do dos outros.”

Tempos atrás era a Warner que queria fazer uma espécie de ficção sobre a história do piloto brasileiro, tendo Antonio Banderas representando o protagonista. Contudo, acreditando que não iria implacar, eles largaram de vez a produção, não tendo negociado com a família de Senna, o que deu margem para Asif Kapadia, o diretor inglês, elaborar um documentário que mostrou que a vida e carreira de Senna já foi uma ficção digna e real. Muito mais gostoso de se ver, por conter cenas reais, com as imperfeições de uma tela filmada nos anos 80, sem cortes de câmera em momento algum para a atualidade, numa espécie de biografia a la People&Arts. O que claro, foi uma enorme maestria. É como se uma força divina maior, já tivesse escrito um roteiro para Senna, de modo que um documentário por si só já nos daria um filme de ficção.

Na primeira metade do filme, é como se o próprio Senna estivesse narrando. Fatos como o da Fórmula 1 ser uma política, a rivalidade com o piloto francês Prost, e até mesmo o vilão que até então era presidente da FIA, o francês Jean-Marie Balestre, são jogados na lata sem firulas ou indiretas. E ainda temos takes de reuniões com os pilotos onde mostra o Senna da qual o Brasil se tem conhecimento: Um herói perfeccionista, porém humilde que acreditava em seu potencial e tinha consciência disso muito bem. E um insistente sem fim pela vitória e pela conquista de seus sonhos, mesmo sabendo das patacoadas e politicagens falsas do sistema da Fórmula 1, como o que aconteceu quando teve seu título tomado.

Cenas emocionantes como o título em 1991 no Brasil, do qual mostra o tão insuportável Galvão Bueno (numa época em que era até gostoso ouvir o locutor gritar de felicidade “Ayrton Senna do Brasil”) e a célebre musiquinha da vitória, faz muitos fãs no cinema cair em lágrimas, com um orgulho como se estivéssemos novamente naquela época. Afinal, Senna só dava orgulho. A gente não para pra lembrar do trágico fim, enquanto estamos revivendo naquelas cenas a grande época em que Senna estava na escuderia da McLaren. Cenas engraçadas como o Bussunda entrevistando o piloto, as piadinhas ironizadas com Prost e até mesmo a cantadinha explícita de Senna no programa da Xuxa, dá um ar de nostalgia dos anos 80 e uma sensação boa daquelas manhãs de domingo.

Após o prêmio da GP do Brasil, e ainda mais quando Senna vai para a Willians, o clima do documentário vai ficando pesado, a medida que nosso insconsciente nos leva a noção fatídica de que está chegando o fim da vida do piloto. Afinal, este documentário traz o Senna de uma forma que faz a gente sentir que naquelas 1h47 de longa, Senna está ali vivo, compartilhando com a gente aquilo tudo.

Até mesmo a trilha sonora por conta do brasileiro Antonio Pinto, nos dá a sensação do que vem pela frente. O que todos nós sabemos. O olhar de Senna muda, tudo parece ser um caos, desde a mudança para a escuderia da Willians, aos sistemas eletrônicos dos carros. Você vê um Senna tenso, que quase não sorri, preocupado e cada vez mais cristão. Kapadia ainda nos dá na hora da 6º volta do circuito de Imola, a câmera interna do carro de Senna, como se estivéssemos ao lado do piloto naquele último momento. E você vê logo em seguida a cena que o Brasil inteiro assistiu repetidas vezes. Senna tombando lentamente a cabeça para o lado, e todos prendendo a respiração. Você chora novamente, você sente a mesma dor novamente. 16 anos se passaram e é como se o ocorrido fosse de ontem. Não temos nenhum herói como Senna. A fórmula 1 não teve um piloto suficientemente bom, capaz e exemplar como Senna. Nem mesmo Prost. Afinal, Senna foi conhecido em dado momento como o cara mais veloz do mundo. E Senna em todo e qualquer momento, numa época que o Brasil estava em caos e pobreza explícita, fazia questão de mostrar que era brasileiro, pedindo: Me dá a Bandeira!, levantando-a pro alto como um grande campeão que foi.

Semana passada vi uma enorme fila de pessoas com a camiseta da Ferrari subindo para o treino no Autódromo de Interlagos. Não desmereço o Massa nem mesmo o Rubinho quando todo mundo zoa o cara. Mas, eu duvido (não no futebol, ou em qualquer outro esporte) duvido que na Fórmula 1, ganhemos um ídolo tão fenomenal como Senna foi. Mas, isso é assunto para um outro Post, em um outro blog. Por ora, fica a ótima recomendação que você sai do cinema realmente emocionado com o coração inflado de saudade.

*Parabéns ao Blog Le Matinée

Bjinhos cinéfilos =*